Tempo de inspirar atos de dignidade e indignação, provocar suspiros em mentes descrentes na vida. Tempo de recordar a resistência. Tempo de caminhar de mãos dadas... (pcbatis@gmail.com)
terça-feira, julho 05, 2011
segunda-feira, julho 04, 2011
quinta-feira, junho 09, 2011
segunda-feira, junho 06, 2011
Pedro César Batista em Portugal (programa sempre atualizado)

por Ana Lúcia Araújo, terça, 17 de maio de 2011 às 12:59
A partir do próximno dia 15 de Junho o jornalista e escritor brasileiro Pedro César Batista estará em Portugal para apresentar o seu último trabalho, uma seleção de 30 anos de poesia, intituladaCandeeiro do Tempo .
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A primeira apresentação será em Lisboa, num evento de iniciativa do Clube A Linha em 16 de junho, onde o autor mostrará também os seus dois livros anteriores, Marcha Interrompida e João Batista, mártir da luta pela reforma agrária.
Em seguida Pedro César Batista virá à Região Centro para uma programação do Grupo Poético de Aveiro, marcada para o dia 18 de Junho. Entre os dias 20 e 21 visitará a cidade de Coimbra.
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No dia 22 de junho o Candeeiro do Tempo será lançado durante um recital, marcado para as 18 horas, no espaço cultural da Fnac Porto (Sta. Catarina). A iniciativa é uma parceria com a Atlas Cooperativa e CNLI (Porto). No dia 23 Pedro César irá assistir à grande queima de fogos da festa de véspera do São João, mo Porto,
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Entre os dias 24 e 25 de Junho Pedro César Batista estará novamente em Aveiro. Dia 25 a noite é convidado do Bar O Pátio, na Murtosa (Aveiro) para recital e sessão de autógrafos.
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Entre os dias 30 de Junho e 01 de Julho o escritor retorna à Lisboa para programação alternativa a ser divulgada em breve.
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Acompanhe a programação cultural da Fnac a partir de 15/06.
Os links para a Fnac são:
http://cultura.fnac.pt/
http://cultura.fnac.pt/Agenda/fnac-porto/fnac-sta-catarina
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O escritor Guido Heleno apresenta assim o Candeeiro do Tempo:
"A poesia de Pedro César Batista é como uma escultura cuja matéria prima é a palavra. Mas o poeta não trilha sempre os mesmos caminhos e nem recorre aos mesmos mecanismos em sua construção poética. Muitas vezes ele ousa oferecer quase a pedra bruta a ser lapidada, chamando o leitor a também brincar de poeta. Afinal, encontrar e oferecer esse seixo poético são etapas que requerem maior sensibilidade na construção da poesia. As poesias deste livro não são bem aquelas que alguns costumam decorar para sussurrar aos ouvidos de sonhadoras namoradas. São poesias para se refletir sobre a nossa condição humana, remeter à plenitude da cidadania, sem tantas desigualdades sociais. Só aí o amor, qualquer que seja a sua conotação também será pleno e viável. "
quarta-feira, maio 25, 2011
Tempo mais forte.

À Mariana
Encantas o vento em sua dança,
A terra inspira flores mais coloridas.
O sol se acanha,
As flores acabam enciumadas,
Estrelas em ti se espelham.
O mar quase para o movimento para admirá-la.
A lua tudo observa,
Sempre ao teu lado.
Teu tempo começa um novo tempo,
Com mais vida e força.
Um tempo que fará tua luz
Mais forte,
Teu brilho resplandecer mais ainda.
Semente de coragem,
Floresta de ousadia,
Ave universal da alegria,
Semeando mais teus sonhos e conquistas.
Um tempo novo,
Mais brilhante te espera,
Onde teus passos serão mais firmes,
Como as rochas que cantam os colibris.
As flores mais felizes estarão
Por saberem que o teu tempo é infinito,
Universal,
Intergaláctico.
Teu tempo novo floresce,
Mais forte e brilhante.
terça-feira, maio 24, 2011
Aprender a plantar roseiras

Gotas esparsas saltam aos olhares
Buscam rochas e raízes enraizadas
Neste tempo em que nuvens encobrem os sonhos que escurecem.
A chuva aduba a manhã
que amendrontada continua madrugada
assusta-se com o sol,
preferindo a escuridão do passado.
Ainda assim sorrisos brotam em bocas em mar bravio
procurando onde aportar e dar o seu prazer e amor.
Não enxergam o mar que lhes cerca.
Olhos se fecham assustados com um novo olhar
E do desconhecido em estradas recém abertas.
Sem saber se perdem entre o medo e a solidão,
Assustam-se com abraços e cuidados.
Sente-se sufocadas como água represada.
Acreditam na escuridão com uma pequena lamparina elétrica
Desconhecendo a luz da manhã escondida no tempo.
As gotas continuam caindo de olhares que buscam,
Pensam serem gaivotas ou águias sobrevoando o mar,
Sentem-se livres como fagulhas sob a lua cheia
Encantadas como mãos que se entregam ao amor.
Olhares ainda buscam a escuridão,
Nem imaginam a luz que desabrocha,
Um novo tempo que ainda será flores,
Com sorrisos de borboletas e o canto do vento se entregando ao luar.
Ainda haverá entrega sem medo do amanhã.
Ainda existirá tempo de aprender a plantar roseiras.
quinta-feira, maio 19, 2011
Navegação
sexta-feira, abril 22, 2011
sábado, abril 16, 2011
Flores avulsas

O calor de seus sonhos.
Cantar teus passos,
menina mulher descrente
crente na boa semente.
Um canto de solidão no olhar
avulsa na noite desencontrada.
Resplandecer o teu brilho
no encontro ao entardecer.
Teu toque em meus cabelos
teu choro de conquista
teu cheiro de amor.
Teu calor na noite,
seguir ao desconhecido
onde as flores tudo observam
caladas e belas.
segunda-feira, abril 11, 2011
Dossiê comprova aumento da repressão a ativistas no Brasil
De Processo de Articulação e Diálogo
O relatório lançado nesta quarta-feira (06-04) apresenta casos graves de violação de direitos e confirma o aumento da violência a organizações da sociedade civil e movimentos sociais. O documento está sendo divulgado simultaneamente no Brasil e na Europa.
Para chamar a atenção sobre os casos descritos no dossiê intitulado “A repressão aos defensores de direitos humanos e movimentos sociais no Brasil” (clique aqui para ler), diversas atividades ocorreram, nesta semana, em Brasília e na Noruega e Alemanha.
O documento será entregue à ministra de Direitos Humanos Maria do Rosário, na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal (anexo 2, Plenário 9), às 15 horas, nesta quarta-feira. A delegação que está denunciando os abusos é formada por lideranças camponesas, indígenas, sem-terra e atingidos por barragens que pertencem a entidades que compõem o PAD.
Na quarta-feira a delegação terá audiência no Conselho Nacional de Justiça, com a ministra Eliana Calmon, às 18:30 hs. Na quinta e na sexta-feira o grupo entrega o dossiê nas embaixadas da Finlândia, Noruega, Alemanha e Suíça. Alguns desses países são sedes de empresas denunciadas no relatório.
Na Europa, outra delegação popular continua denunciando em parlamentos, organizações humanitárias e religiosas mundiais os casos relatados no dossiê. Na próxima semana, o grupo entregará o documento com as denúncias no Escritório do Alto Comissariado para os Direitos Humanos da ONU, na Suíça, além de buscar apoio do Conselho Mundial de Igrejas (CMI) e da ACT, aliança de mais de 100 igrejas no mundo, entre outras.
Casos
O dossiê apresenta alguns casos graves de violação de direitos e indica vários mecanismos que o Estado brasileiro cria para criminalizar organizações populares, em favorecimento de interesses quase sempre privados.
O relatório revela que opositores à construção da hidrelétrica de Belo Monte enfrentam ameaças e acusações há mais de duas décadas e que alguns sucumbiram diante da violência e abusos. Mostra ainda que pelo menos um milhão de pessoas sofre por causa da construção de barragens, sem compensação real pelas perdas. Além de prisões e processos, quando exigem seus direitos, podem ser multados em até 20 mil reais por dia.
O dossiê destaca que dezenas de camponesas sofrem ainda por causa de uma manifestação contra o avanço do deserto verde e pela soberania alimentar no sul do país. Quarenta pessoas foram indiciadas, depois da invasão de suas organizações e de prisões arbitrárias, incluindo crianças.
Os problemas gerados porque o Brasil é o segundo país do mundo na concentração de terras não são poucos. Grampos telefônicos, apreensão ilegal de documentos, infiltração visando incriminar militantes do MST resultaram em 200 processos judiciais. Até a Lei de Segurança Nacional (LSN) com penas máximas de 30 anos de reclusão, ameaçam esses militantes e milhares foram “fichados” como criminosos.
A violência aos povos indígenas e especialmente aos Guarani-Kaiowá, sem terras demarcadas no Mato Grosso do Sul, é um dos destaques do dossiê do PAD. Nos últimos cinco anos mais de 200 indígenas foram assassinados nesse Estado; mais de 150 se suicidaram e mais de 100 crianças morreram de subnutrição.
quarta-feira, março 23, 2011
ENCANTO

O papel cartão da caixa de cigarro
recebe a dança
da caneta
em uma mesa de bar.
Encontro, entrega e tesão.
A energia do tempo
em tua direção.
Nem espanto nem mal,
um véu se abrindo ao amanhecer.
Sorrir da dor,
ela irá sem volta,
nem os famintos,
nem os sem abraço,
não mais sentirão sua falta.
Semear mais flores,
adubar sonhos,
cantar estrelas
em cada passo.
Crê na terra,
grávida a brotar tudo
que se encanta.
sexta-feira, março 04, 2011
Curtição

Ação do coração
curtir o beijo
curtir o vento de teu hálito
sentir teu cheiro
entregar o corpo
tocar estrelas a cada espasmo de prazer
ser luz e entrega
seguir a noite em tua direção
seguir o vento
curtição é tempo novo
é medo de dizer amor
é susto com a entrega
é temporal
é chuva de verão
curtição do coração
os beijos estalam
os abraços se entregam
sonhos são produzidos
planos de vida
curtição é semente
é terra se abrindo
é vida brotando no tempo
sábado, fevereiro 19, 2011
Meu amor

Fogo penetrando o vento,
Fazendo-o luz, pura com cheiro rosa. Vermelha.
Apimentada com gosto de descoberta da vida.
Tempo de mar te chamando a nadar,
Um tempo novo legítimo,
Direito adquirido.
Luz e terra germinando flores.
Sorrir dos passos entregues,
Brotando Néros inesperados.
Manhãs em entardecer fotografando a árvore e o fusca.
Um raio do tempo,
Provocando cantos de Janis me embriagando.
Fogo nas entranhas do universo,
Verso entregue em cada beijo.
Fogo no vento.
(Foto = AG)
terça-feira, fevereiro 15, 2011
Seguindo a mesma direção!!

Alma iluminada encantando a vida,
Carne pulsante fervilhando o sangue,
O Coração e fortalecendo sonhos.
Entrega total seguindo a caminhada.
Almas seguindo a mesma direção
Acreditar na vida que se busca
Unindo olhares e construindo sonhos.
Espalhar sementes boas floridas
Uma caminhada de fé nas luzes que resplandecem
Rompendo a escuridão e o medo
Pelo tempo que desabrocha cheio de encanto.
As dores são alavancas do porvir
Fortalecendo a alma e a vida
Seguindo o olhar com direção clara e certa.
Dar o sangue, o coração e os sonhos
Seguir as crenças e descobertas
Aprender a ser parceiro da luz
Seguir ao teu lado....
quinta-feira, fevereiro 10, 2011
Praticar

Cada palavra um gesto
Um passo em tua direção
Ser vida ser luz
Ser esperança de um mundo melhor
Ser semente boa espalhando fé na vida
Cada beijo uma lição
Um sonho real
Brilha a manhã ensolarada
Aprende-se a caminhar devagar
Medos se tornam portas abertas
Encontro e conquista de jardins
Brilha o novo cheio de encanto e calor
Um gesto desabrocha no olhar
Seguir os passos
Seguir o rumo
Um novo tempo
Legítimo e necessário de paz
O nosso tempo apenas desponta
O universo é o destino
Gestos e atos sustentam a caminhada.
Diamantes azuis

Uma luz intensa domina meus sonhos
brilham rochas de diamante azuis
um gosto de sapoti toma conta de meu desejo
quer intensamente voar ao teu lado
sobrovoar astros como águias
esquentar o sol
extasiar-se por amor
entregue a teu corpo de seda
que me envolve em teu hálito de deusa
O fogo alimenta meus passos
quer incendiar mais a vida
em toda a sua plenitude e alegria
quer teu gosto em minha boca
Um limiar do fim da descrença na raça
um encontro à fé de ser rocha e vento.
sábado, janeiro 22, 2011
Voo
19/4/2009 - DF
Voar para a vida
Seguir rumo ao pouso
Buscar o caminho,
O jardim e a flor.
Em terras desconhecidas
Caminhantes se cruzam
Em olhares desencontrados.
Ilhas seguindo suas prioridades.
Pouco sabe uns dos outros,
Respiram o mesmo aroma
Sem perceber que vivem do mesmo pulmão.
Pensam ser fortes
E são folhas usadas, dobradas
E guardadas em gavetas da história.
Imaginam andar sobre o mar,
Alimentando-se de sonhos.
Os passos são firmes
Sentem espinhos em seu caminhar
Transformam pedras em alimentos
Despejando sangue em seus corações.
Conseguem forças e asas,
Ser Prometeu ou Kalo,
Enfrentando feridas e dores
Transformadas em conquistas.
Brilho na escuridão da floresta.
O tempo sempre traz novos olhares,
Cantos tristes se tornam tempestades,
Olhares perdidos atravessam oceanos,
Almas certeiras saem para o vento buscar.
domingo, janeiro 16, 2011
Carta Simples
AG
Meus fios de cabelo
Absolutamente dourados
Voando pela casa toda livremente.
Dourado de sol, de química, te tempo, de desejo...
E de pura vaidade feminina...
E a casa?
A casa sua que me abrigou
Tão confortavelmente como a minha própria.
Um pedaço de mim tão revolucionário
Que ficou por aqui
E cada vez que eu parto
Sinto a dor de uma imensa saudade...
Que se transforma em alegria e fome de viver
Toda vez que eu volto
E encontro você
Com as luzes acesas.
terça-feira, janeiro 11, 2011
Curado pelo vento

Acurar o sonho na manhã
Respirar beijos que curam
Afinando a direção dos passos
Sem laços nem medos seguir
Acurar o tempo do vento perfumado
Cantigas animam as luzes
Cristais tilintam chamando colibris
Flores se retesam em busca de terra
Fértil e segura
Acurar o passo no tempo
Acurar a cura da vida
Inteiro como o universo se entregar
Ser a sensação da alegria
Das dores e das descobertas
Acurado sigo a ventania perfumada
Deixada pela alma de águias petrificadas
Sigo o vento cantando
sábado, janeiro 01, 2011
Voo noturno

Ouro puro em pó
Vindo dos céus
Sem véus nem deuses
Somente o seu brilho resplandece
Tantas incertezas inspiram flores
Levadas em fumos de hálitos quentes
Ávidos por calor
Dissipando passos iniciados
Vítimas de maledicência e erros
Ouro no olhar resplandece
Uma águia buscando presa
Em seus voos noturnos
Explodindo corações
Ainda férteis
Dores o tornam rocha
Descrer do tempo que não veio
Passos sobre ondas continuar...
sábado, dezembro 18, 2010
Encantamento espacial

Uma ave sobrevoa os céus de minha alma,
deleita sonhos por segurança em alto mar,
compõe ilhas no espaço sideral,
flores desabrochando em terras suspensas
que pulsam a força do magma de meu ser.
Pássaros revoam em bandos na busca por ninhos
ao entardecer chuvoso sobre árvores e edifícios,
com avenidas entupidas de desesperados.
É uma ave livre que canta o vento,
inspira seu perfume em minhas narinas que o sentem,
ao acalentar todos os sonhos do percurso,
sejam em Praga ou Algodoal onde o fogo arderá.
Inspira a vida do mar embalando desejos,
saborear beijos ardentes em São Paulo
e em águas geladas das cachoeiras na floresta.
Sem medo da liberdade de seu canto
os passos flutuam sobre nuvens
desejosos por voar em seus braços,
onde cada corpo seja uma asa alçando vôo.
O encantamento de teu olhar é rocha
transformando o tempo em semente
ardente por terra para germinar
mãos dadas em manhãs de domingo.
segunda-feira, dezembro 13, 2010
beijos perdidos
quarta-feira, novembro 17, 2010
Um tempo que ainda não nasceu

Flutuar em sonhos iluminados e brilhantes,
alicerçados em passos do tempo
encantado e cantado nas avenidas da história,
contada e conquistada
em abraços e braços enlaçados.
Sem ilusão,
cantar a solidão do mercado,
suicida dos sonhos e dos ventos.
Propagar os cantos ensinados
por lábios vermelhos,
em vozes brancas, negras e amarelas,
espalhadas por mares
de cores, olhares e luzes.
Acender a vereda do tempo
que insiste em brotar
de sonhos de memórias que persistem.
Insistem em voar pelos continentes,
encantar ouvidos,
brilhar olhares,
tornando-se rochedos
em multidões que resistem.
Flutuar em um tempo que ainda não nasceu.
sexta-feira, novembro 12, 2010
vem ventania
quarta-feira, novembro 10, 2010
sábado, outubro 23, 2010
CÍRCULOS

de Flori Jácamo
Faz tempo que devíamos
ter aberto a porta:
ao homem e a mulher,
ao velho e a criança,
ao outro e a outra,
ao diferente e ao exato.
Para que deixassem de morder o fruto
entre as sombras
e encontrassem suas respostas.
Faz tempo que o humano,
devia ter cruzado
os vértices e as equações;
para acrescentar a poética
das artes
e dos mistérios.
Com pele,
com agudeza,
olhando para o firmamento
e para a Terra.
Faz tempo que devíamos
reunir-nos em tribos,
em comunidades,
em Círculos.
Para não perdermos
nem eu a ti, nem tu a mim,
para florescer,
para criar e continuar o caminho
entrelaçando os mundos.
( oferenda a seu trabalho )
terça-feira, outubro 19, 2010
Desbotado

Não sou amigo do rei,
Nem do sol,
Nem da lua.
O vento me provoca,
Canta a dor das gaivotas desgarradas,
Perdidas na floresta,
Entre almas e moedas.
Olhares assustam-se enquanto ouvidos cantam Janis,
Com medo da calmaria da morte
De desejos e sonhos ainda por descobrir.
O planalto é disputado entre gritos,
Sem descobertas nem encantos,
Nem encontros, somente poeira.
Não desejo ser amigo do rei nem da rainha,
Quero uma borboleta sobrevoando os campos de arroz.
Não fiquei no Guaíba,
Nem no Purus,
Nem no Guamá,
Pensei que o mar me chamava.
Foi ilusão do canto de sereias,
Que ousaram lavar a cor do tempo,
Deixando-o desbotado com a cor da morte.
A escuridão desabrocha em manhãs.
Onde anda o brilho das flores?
quinta-feira, outubro 14, 2010
"LOUCA POR VOCÊ"
Senti um grande amor bem no meu peito
Não tem jeito
Não dá pra disfarçar
Me sinto bem ao ter
Você por perto, não me acerto
Fico boba ao te olhar
Senti que não iria
Mas ter você por perto de mim
Meu coração se apaixonou
quando viu você a primeira vez
Mas eu não posso evitar
Essa paixão que me arrasa
Já não consigo controlar
Esse louco amor que me mata
Sou louca por você
E não tem jeito
"AMOR DE ILUSÃO"
O amor que estou sentindo
Baby não dá pra aguentar
Você foi para bem longe
Já não posso suportar
Meu amor senti no teu beijo
Que você ia me amar
Mas você foi embora
E me fez chorar
As estrelas já me disseram
Baby que você vai voltar
Amor volta eu estou te esperando
Tudo o que eu quero é te amar
Quando lembro do teu sorriso
Fico louca ao imaginar
Os seus olhos
São como a luz do luar
Ó baby, baby então volta
Para mim
Ó meu amor não me deixe
Triste assim
Você é como a luz
Do luar
O nosso amor nunca pode
Se acabar
segunda-feira, outubro 04, 2010
Foi muito bacana ler suas poesias

Li o sua coletânea de poesias e me inspirou a fazer as seguintes considerações sobre o autor:
Mais que a palavra, o gesto.
Mais que a verdade, a dúvida.
Mais que o suor, o sonho.
Mais que o homem, o humano.
No livro do Guimarães tem uma passagem que diz “...o Sertão está em toda a parte, o Sertão é dentro da gente.”. Visões heróicas nos permite irrigar esse Sertão, torná-lo fértil e sanar a tal da “aridez das idéias”.
É verdade, Pedro, “o tempo que não volta, segue”. Ela não pertence ao agora, mas também já não é mais do ontem. Até que ponto ele é tangível, eu não sei. Mas o tempo manipulável, o presente, reclama a sua trajetória. Convida a gente a escrever novas páginas desta aventura chamada Vida.
Mas como diz na música do Chico há uma roda-viva no nosso existir, que de repente nos aloca no tempo e no espaço, nos aproxima e nos distancia de pessoas e carrega o nosso destino para lá e para cá.
Hoje pela manhã, eu tive a feliz confirmação que passei no concurso de Especialista em Políticas Públicas no estado Rio de Janeiro. Já comemorei com a família e avisei os amigos. Tenho consciência dos desafios que eu vou enfrentar na carreira. Mas a militância é ideológica e não vai me restringir apenas a atuar dentro de um cargo. As parcerias ficam. Enquanto estiver aqui, vamos “arregaçar as mangas”. E mesmo depois o intercambio continua.
PS: O "Incendiário" eu já mandei para um amigo. Achei muito engraçado.
Abraços fraternos,
Flávia
Nota do autor: Publicado com autorização.
quarta-feira, setembro 22, 2010
Defender a vida
Estou vivo.
Brotei, nasci,
aqui estou.
Muito obrigado, mãe.
Você se foi.
Estás encaixotada,
triste, não respira.
Nem conversamos.
Você não fala mais.
Choro.
Um nó na garganta.
Tristeza.
Você se foi,
não mais falaremos de flores,
nem dos sonhos,
das dores,
nem mais sorriremos.
Não te verei mais.
Um buraco no coração
que nunca se fechará.
Minha alma se esvaziou.
Um veio que sangrará,
sentirá o frio
de não mais te beijar.
Continuarei a guerrear,
defender a vida,
que não mais tens.
Estou vivo,
graças a ti
que me amou.
Cantarei você,
sua resistência,
sua determinação,
cuidando em seguir,
ir sempre mais.
Seguirei tua marcha,
tua resistência.
sábado, setembro 11, 2010
Saudades. Muitas.
Deixou muitos escritos, adorava escrever e ler. Gostava de falar, conversar e defender posições. Uma guerreira que soube dar todo o seu amor e dedicação ao que acreditou. Sempre firme, assim mesmo nos deixou.
Seus exemplos e ensinamentos sempre estarão vivos. Sua fé em seus passos, sua firmeza e sagacidade servirão para alimentar a esperança e a luta.
Minha mãe se foi.
Uma dor se apodera de nossa alma.
Nada nunca apagará o brilho que ela deixou.
Vida longa a D. Izaura.
sábado, agosto 21, 2010
Por luz e paz para Belém - Candeeiro do tempo Poemas

Por luz e Paz para Belém
Candeeiro do tempo – Poemas é uma coletânea de poemas dividida em três tempos, cada um representando uma década. Fala de utopias necessárias. Sonhos e lutas que marcaram a caminhada do autor da adolescência aos dias atuais na busca de um mundo melhor, usando como principal arma a palavra escrita, tornando a poesia combustível para animar a alma e a esperança.
O livro é uma síntese do trabalho poético de Pedro César Batista. Começou a publicar ainda na geração que ficou conhecida como do mimeógrafo, no final da década de 1970. Na abertura de seu primeiro livro Tudo tem, no poema “Gritemos”, escreve: “O poder tem os canhões. Nós temos o grito”. Um garoto que declamava seus versos em defesa da liberdade e contra a tortura dos militares que insistiam em ficar no poder.
Vieram outros títulos com poemas, biografias e um romance. Candeeiro do tempo - Poemas é seu 14º título. Seus poemas sempre usaram a metáfora para falar da utopia por uma sociedade mais justa, fraterna e solidária. Poesia e prosa comprometidas com a vida.
Para o lançamento em Belém fez um chamamento a outr@s artistas da terra, construindo um ato em defesa de Belém.
http://holofotevirtual.blogspot.com/2010/08/novos-poemas-de-pedro-cesar-batista-com.html
Holofote Virtual: Em Brasília, o lançamento será em uma biblioteca. Em Belém, no Bar do Parque...
Pedro César Batista: O Bar do Parque é o centro da cidade de Belém. Local onde reunia seus artistas e seu povo, não a-toa está localizado ao lado do Teatro da Paz. E o que escuto quando chego em Belém e falo que vou ao Bar do Parque? Que é perigoso, que é isso e aquilo... no entanto, a violência e o abandono do Bar do Parque é o reflexo de que como está sendo tratada a cidade de Belém, pode-se dizer a forma que se trata a vida.
A falta de paz e de luz que tem provocado medo e insegurança aos que se assustam ao passar pela Praça da República - a praça mais bela do Brasil - é o mesmo que contamina toda a cidade.
Também vivi parte da minha infância e toda a adolescência nos bairros de Campina, Cidade Velha e Batista Campos. Não aceito o que fazem com Belém. É preciso resgatar o Bar do Parque como o símbolo da criatividade, da poesia e da alegria, que toda a população de Belém merece e carrega em sua alma...
Lançamento
Por luz e paz para Belém
5 de setembro
11h
Bar do Parque
Praça da República
Serviço:
Candeeiro do tempo – Poemas – 116 páginas
Verbis Editora – Brasília – DF
Contatos: pcbatis@gmail.com
sábado, agosto 07, 2010
terça-feira, julho 27, 2010
Candeeiro do tempo - Poemas

Candeeiro do tempo – Poemas é uma coletânea de poemas dividida em três tempos, cada um representando uma década. Fala das utopias que ainda existem para o autor. Sonhos que marcaram sua caminhada da adolescência aos dias atuais na busca de um mundo melhor, usando como principal arma a palavra escrita, tornando a poesia combustível para animar a alma e a esperança.
Lançamentos
5 de agosto de 2010
19h30
Biblioteca Demonstrativa de Brasília
W3 Sul EQS 506/507
Belém - PA
5 de setembro
11h
Bar do Parque
Praça da República
Serviço:
Candeeiro do tempo – Poemas – 115 páginas
Verbis Editora – Brasília – DF
Contatos:
Pedro Batista (61) 9162 6682 - pcbatis@gmail.com
sábado, julho 10, 2010
Um povo que tem muito a ensinar.

“Dame La mano y danzaremos;
Dame La mano y me amarás.
Como una sola flor seremos,
Como una flor, y nada mas...”
Gabriela Mistral
Conhecer a terra de Manuel Rodriguez, Gabriela Mistral, Pablo Neruda, Victor Jara e Violeta Parra foi mais um passo na busca de inspiração para a caminhada na construção de um mundo melhor. Mais uma oportunidade para fortalecer laços e criar amizades na luta do povo latinoamericano, alimentando sonhos e fortalecendo a resistência ao neoliberalismo.
O Chile tem uma história rica, cheia de conquistas e com muitas experiências de lutas populares. Em 1818 proclamou a república, tendo vivido ao longo da história a liberdade e a democracia. O seu povo sempre respirou a democracia e foi politizado, mesmo enfrentando a violência dos poderosos, como o massacre no início do século XX, em Santa Maria de Iquique, quando milhares de trabalhadores que lutavam por condições mínimas de sobrevivência foram mortos.
O golpe de 11 de setembro de 1973, dado por um grupo de militares, comandados pelo sanguinário Pinochet, coordenados pela CIA EUA, tomou o poder e impôs a violência desmedida, o obscurantismo e a dor. Foram longos 17 anos com os militares no poder, perseguindo, prendendo, torturando e matando. Deixaram um saldo de 30 mil mortos em um país com uma população de cerca de 17 milhões de habitantes (2010). Mais um massacre na história dos chilenos.
(O Brasil somente implantou a república em 1889 - quase 70 anos após o Chile. Em nossa história conhecemos espasmos de liberdade. As ditaduras e a opressão predominaram. Durante a última ditadura no país os militares brasileiros, através da Operação Condor, chegaram a treinar os torturadores de Pinochet. Felizmente estamos sustentando a democracia, apesar de ainda faltar muito para uma sociedade justa como necessitamos.)
O Presidente socialista Salvador Allende resistiu ao golpe de 73, sendo assassinado dentro do Palácio de La Moneda. Mesmo com milhares de mortos, os chilenos resistiram e derrotaram a ditadura em 1990. Assim tem sido a luta desse povo irmão, buscando preservar a democracia e a liberdade.
A hospitalidade dedicada lembra o povo brasileiro. Tem suas características próprias, certo jeito europeu, misturado com as culturas indígenas ao sul da América. Apaixonado pelo futebol, mas capaz de colocar em primeiro lugar seu patriotismo e a defesa nacional, sem deixar de lado o fortalecimento de sua cultura e seus ideais de justiça.
Todos os governos após Pinochet foram de uma aliança de centro esquerda, denominada Concertácion, que preservou a política econômica da ditadura e consolidou o neoliberalismo. Na eleição presidencial de janeiro de 2010 foi eleito, em segundo turno, Sebatian Pinera, remanescente do grupo do grupo pinochetista. Pinera, inclusive, é dono do time de futebol Colo Colo e um milionário.
Uma terra de grandes poetas. Gabriela Mistral fala do sonho de um mundo melhor, assim como Pablo Neruda – que morreu dias depois do golpe militar, ainda hoje inspira sonhos, esperança e resistência. Ambos receberam o Nobel de Literatura. As canções de Victor Jara e Violeta Parra continuam sendo cantadas e animando a resistência chilena e popular em todo o mundo.
As políticas neoliberais impostas por vários governos na América Latina sustentam-se no consumismo. Muitos turistas não conhecem a história da luta do povo chileno, mas voltam aos seus países lotados de compras.
As elites evitam debater e resgatar a vida de seus mártires, mesmo tendo tornado público os arquivos da ditadura, o que no Brasil ainda é heresia até mesmo falar. Governantes serviçais ao neoliberalismo em todo o continente tentam impedir o povo de conhecer os crimes praticados por ditadores a serviço dos EUA.
O Chile é uma terra de vinho, poesia, resistência e luta. Mesmo com toda a força do sistema seu povo segue glorioso em sua caminhada. Temos muito a aprender com eles.
Por Pedro César Batista
quinta-feira, julho 08, 2010
Neruda

Um novo copo,
sem corpo,
sem sangue,
somente as lágrimas
que não caem.
O fogo abrasa o vento
que esfria a alma de tanto caminhar
em direção ao mar.
Ondas que passam,
labaredas crescem,
sem chegar aos céu
que se distancia.
O chão se abre
querendo fazer-me semente
de um tempo por vir.
Sem querer, insisto.
Viver é minha sina.
Ler Neruda não basta.
Ouvir Violeta não adianta.
Vinho não embriada.
Somente o frio é real.
O fogo se assusta,
sente a necessidade do sopro do amor e da vida.
Ainda assim sigo,
preciso navegar,
receber o abraço do vento
as pétalas das flores
no rosto enrijecido.
O copo se torna velho,
encardido pelo vinho
que adentra minhas veias
entupidas pelo sistema.
Onde estou?
Aonde vou?
As rajadas dos sonhos me acompanham,
alegres, apesar da solidão.
Uns poucos insistem em impedir
o porvir de um novo tempo;
outros, persistem na semeadura da esperança.
O mar bate nas rochas
que o repelem;
continua avançando.
Quem dera ser o mar,
viajar no tempo,
pelos continentes,
propagar vida e inspiração.
Quem dera ser o mar?
Pedra é o que sou,
recebendo a força das águas,
que me golpeiam,
insistentemente.
xxxx
Um novo ano começa em meu corpo,
como um novo copo
que se esvaziará em poemas,
na lua cheia,
contando estrelas
que se apagarão.
Novos dias vão florir,
perfumar almas e sonhos
por tempo feliz.




