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sexta-feira, agosto 19, 2011

beijo




"Teu beijo é nestlé,
globalizado,
anda no Hopi Hari.
Quero um beijo com gosto de açaí,
terra e cheiro de suor.
Teu abraço é global,
quero calor ou frio,
sabor humano,
sem mercado,
apenas beijos e abraços verdadeiros".

quinta-feira, agosto 18, 2011

Busca




Sem medo da escuridão sigo a direção das flores.
Com certeza encontrarei terra firme e fértil,
onde descansar minhas desilusões e acender o sol.

domingo, agosto 14, 2011

batendo a porta



Não será o medo nas ruas,
nem o cinismo de vendedores de sonhos cinzentos,
nem a dor explodindo em cabeças,
a seca em olhares com brilhos artificiais.

Há uma semente que não morre, resiste e desabrocha,
provoca a claridade em céus, afugenta a escuridão
e espalha flores vermelhas.

A rouquidão da alegria enfeitiça o tempo,
provoca gargalhadas em manhãs que
estão a bater nas portas.


sábado, agosto 06, 2011


No Porto amanheci nas ruas cantando fado,
em noite de São João com sardinhas e pimentões assados,
com cerveja e balões nos céus,
sem saber que o tempo não avançava...
pensei cantar a noite quente,
enquanto dançava a ventania da vida,
que parava em meu olhar.....

quarta-feira, julho 27, 2011

Lavrar a terra é como lavrar um poema

25 de julho, Dia do Trabalhador Rural e o dia do Escritor

Por Pedro Cesar Batista

A terra é a fonte da vida em todas as suas formas. Segundo a bíblia nascemos da terra, o mesmo local onde as sementes germinam as plantas que fornecem nossos alimentos e alegra a vida com flores de todas as cores, além do abrigo e sustento que nos oferta. Da terra também vem a fonte da água pura que usamos para saciar a sede e lavar o rosto, quando estamos cansados da labuta diária, seja no campo ou na cidade.

Lavrar a terra é como lavrar um poema, mexer a terra com as mãos, dando-lhe o carinho que a faz fértil para dar a vida que a poesia inspira em cada palavra. Assim cada homem ou mulher faz diariamente ao cuidar dos cultivos de alimentos, flores e poemas.

A semelhança entre a terra e a poesia é como o céu ao entardecer, as nuvens compondo com o sol um belo quadro, pois as duas necessitam do cuidado e esmero necessários para darem o encanto que precisamos. Não basta a terra, a semente e a água. Não basta o papel, a caneta e a idéia. Nos dois casos é preciso uma profunda ligação, a mais íntima afinidade d’alma com a terra e com a vida, para que a poesia e a semente germinem.

No dia 25 de julho comemora-se o Dia do Trabalhador Rural e o Dia do Escritor, uma semelhança muito grande entre os dois homenageados, que nada tem a ver com o poderio dos que usam a terra para destruir a vida, que ao preço da morte por encomenda de homens e mulheres concentram mais terras em suas mãos, tornando-se propagadores da quebra da cadeia da vida das sementes, apenas para mais rico ficarem. Assim como aqueles que usam a palavra, em poderosos veículos de comunicação, para propagar o consumo como salvação de todos os males, a desinformação e a mentira fundamentada em conceitos antigos para justificar o controle do aparelho de estado. Com isso provocam o medo e doenças nas pessoas que sobrevivem a base de drogas legais compradas em qualquer farmácia.

25 de julho é dia de comemorar a vida que o homem e a mulher do campo, ao lado dos escritores, propagam.

A terra é a mãe da existência em todas as suas formas, dos sonhos de solidariedade e respeito às diferenças, como letras e palavras diversificadas que animam a continuar com a crença que o cheiro da terra molhada inspira. Cuidar da terra é cuidar da vida. Cuidar da terra é inspirar mais crianças da necessidade da poesia em nossa existência.

sexta-feira, julho 08, 2011

quinta-feira, julho 07, 2011

A chama do Candeeiro do Tempo acesa em Portugal




Em cinco locais de Portugal foram realizado debates e recitais para o lançamento de Candeeiro do Tempo, poemas de Pedro César Batista.

Em Carcavelos, grande Lisboa, no dia 16 de junho, no Hotel Riveira, o Clube de Reflexão Política A Linha reuniu um número expressivo de pessoas para a apresentação dos livros Candeeiro do Tempo, Marcha Interrompida e João Batista, mártir da luta pela reforma agrária. Após a dissertação do autor ocorreu um rico debate, com intervenções dos presentes e em seguida uma sessão de autógrafos. O professor de Literatura da Universidade de Lisboa, Carlos Carranca, destacou a força da poesia para transformar a sociedade, "a poesia segue para a política e a política segue para a poesia, contribuindo para a construção de um mundo melhor", destacou Carranca.

Na Biblioteca Municipal de Aveiro, no dia 18 de junho, o Grupo Poético de Aveiro organizou um recital dos poemas de Candeeiro do Tempo. Foi um encontro onde quase todos os presentes declamaram os poemas do livro que foi lançado. Participaram dezenas de pessoas, realizando um sarau com a participação de todos. O autor fez uma apresentação do seu trabalho, falando de sua trajetória e seus livros. A participação dos presentes ao recitar os poemas de Candeeiro do Tempo mostrou uma profunda ligação entre a poesia e as culturas, pois os poemas escritos por um brasileiro causaram grande integração entre o público presente. No final houve sessão de autógrafos, antes do vinho na noite fria de verão na Praça do Peixe.

No Porto, a Atlas Cooperativa Cultural realizou o lançamento na FNAC - Santa Catarina. O autor fez uma preleção de seus trabalhos e declamou poemas. O ato foi coordenado pelo professor Manuel Solla (Atlas) e pela jornalista Ana Lúcia Araújo, a promotora da viagem de Pedro César Batista a Portugal. Participaram professores brasileiros que fazem pós doutorado na cidade. Estavam presentes também professores universitários da cidade de Porto e a representante da Associação Mais Brasil, do Porto.

Em Murtosa ocorreu um recital no bar O Pátio, no dia 25 de junho. O local está localizado em um município da grande Aveiro, com significativa expressão populacional de paraenses e imigrantes no Pará, tendo havido uma grande integração entre os presentes e o autor, que mais vez declamou seus poemas, em um descontraído recital, dentro de uma roda com o público presente.

Por fim, no dia 30 de junho, na Taverna dos Trovadores, em Sintra, aconteceu a entrega do violão da OELA (Oficina Escola de Lutheria da Amazônia) para o músico Fernando Pereira, com a participação do ator Joaquim de Almeida. No ato ainda ocorreu a troca dos livros de Pedro César Batista com os CDs de Fernando Pereira e o livro infantil de autoria de Joaquim de Almeida. Várias pessoas falaram sobre a importância do trabalho da OELA, ao profissionalizar crianças em luteria e, especialmente, trabalhando com madeira certificada da Amazônia. No final Pereira fez uma apresentação musical, tocando canções de várias nacionalidades, porém todas de intervenção, como dizem em Portugal, ou engajadas, como falamos no Brasil.

O jornalista e escritor Pedro César Batista foi acompanhado da sua assessora de imprensa, fotógrafa e cinegrafista Adriana Guidolin, que participou registrando todos os eventos e fazendo o network ao final de cada apresentação, além das fotografias e imagens.

Agradecimentos:

A realização das atividades somente foi possível graças ao apoio e solidariedade em rede dos amigos e amigas, como das organizações envolvidas na promoção:

No Brasil: Adriana Guidolin, Rubens Gomes, Vera Lúcia Batista, Elizabete Magalhães, Jonas Banhos, Leonardo Castro, Amauri Pessoa, Emídio Vasconcelos, Izabel Suzuko, Edna Calabrez, Tereza Amaral, Elizabete de Paula, João Bosco, Carla Fagundes, Henrique Ziller, Eduardo Guidolin, Marlua Batista, Mariana Batista, Lúcia Araújo e Adan Mota.

Em Portugal: an@LuarComunicação, Clube A Linha, Grupo Poético de Aveiro, Atlas Cooperativa Cultural, Fnac Sta. Catarina, Bar O Pátio, Taverna dos Trovadores e amigos a quem dedicamos especial agradecimento, Isabel e Mário Pedro, José Santos Silva e Natália Almeida, Camilo e Mariana Araújo, entre outros.

Antes de retornar ao Brasil recebi o convite para a uma travessia do Atlântico em um barco à velas, reconstituindo o trajeto feito por um personagem histórico de Portugal que veio ao Brasil séculos atrás. Um convite tentador.

Meus agradecimentos a tod@s. Nossa caminhada ainda é longa. "Um mais um é sempre mais que dois", disse Lô Borges, então vamos dar às mãos e continuar a seguir semeando a esperança e a luz em nossos passos.

segunda-feira, julho 04, 2011

segunda-feira, junho 06, 2011

Pedro César Batista em Portugal (programa sempre atualizado)






por Ana Lúcia Araújo, terça, 17 de maio de 2011 às 12:59

A partir do próximno dia 15 de Junho o jornalista e escritor brasileiro Pedro César Batista estará em Portugal para apresentar o seu último trabalho, uma seleção de 30 anos de poesia, intituladaCandeeiro do Tempo .
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A primeira apresentação será em Lisboa, num evento de iniciativa do Clube A Linha em 16 de junho, onde o autor mostrará também os seus dois livros anteriores, Marcha Interrompida e João Batista, mártir da luta pela reforma agrária.


Em seguida Pedro César Batista virá à Região Centro para uma programação do Grupo Poético de Aveiro, marcada para o dia 18 de Junho. Entre os dias 20 e 21 visitará a cidade de Coimbra.

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No dia 22 de junho o Candeeiro do Tempo será lançado durante um recital, marcado para as 18 horas, no espaço cultural da Fnac Porto (Sta. Catarina). A iniciativa é uma parceria com a Atlas Cooperativa e CNLI (Porto). No dia 23 Pedro César irá assistir à grande queima de fogos da festa de véspera do São João, mo Porto,
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Entre os dias 24 e 25 de Junho Pedro César Batista estará novamente em Aveiro. Dia 25 a noite é convidado do Bar O Pátio, na Murtosa (Aveiro) para recital e sessão de autógrafos.

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Entre os dias 30 de Junho e 01 de Julho o escritor retorna à Lisboa para programação alternativa a ser divulgada em breve.

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Acompanhe a programação cultural da Fnac a partir de 15/06.
Os links para a Fnac são:
http://cultura.fnac.pt/
http://cultura.fnac.pt/Agenda/fnac-porto/fnac-sta-catarina

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O escritor Guido Heleno apresenta assim o Candeeiro do Tempo:
"A poesia de Pedro César Batista é como uma escultura cuja matéria prima é a palavra. Mas o poeta não trilha sempre os mesmos caminhos e nem recorre aos mesmos mecanismos em sua construção poética. Muitas vezes ele ousa oferecer quase a pedra bruta a ser lapidada, chamando o leitor a também brincar de poeta. Afinal, encontrar e oferecer esse seixo poético são etapas que requerem maior sensibilidade na construção da poesia. As poesias deste livro não são bem aquelas que alguns costumam decorar para sussurrar aos ouvidos de sonhadoras namoradas. São poesias para se refletir sobre a nossa condição humana, remeter à plenitude da cidadania, sem tantas desigualdades sociais. Só aí o amor, qualquer que seja a sua conotação também será pleno e viável. "

quarta-feira, maio 25, 2011

Tempo mais forte.




À Mariana

Encantas o vento em sua dança,
A terra inspira flores mais coloridas.

O sol se acanha,
As flores acabam enciumadas,
Estrelas em ti se espelham.

O mar quase para o movimento para admirá-la.

A lua tudo observa,
Sempre ao teu lado.

Teu tempo começa um novo tempo,
Com mais vida e força.

Um tempo que fará tua luz
Mais forte,
Teu brilho resplandecer mais ainda.

Semente de coragem,
Floresta de ousadia,
Ave universal da alegria,
Semeando mais teus sonhos e conquistas.

Um tempo novo,
Mais brilhante te espera,
Onde teus passos serão mais firmes,
Como as rochas que cantam os colibris.

As flores mais felizes estarão
Por saberem que o teu tempo é infinito,
Universal,
Intergaláctico.

Teu tempo novo floresce,
Mais forte e brilhante.

terça-feira, maio 24, 2011

Aprender a plantar roseiras


Gotas esparsas saltam aos olhares
Buscam rochas e raízes enraizadas
Neste tempo em que nuvens encobrem os sonhos que escurecem.

A chuva aduba a manhã
que amendrontada continua madrugada
assusta-se com o sol,
preferindo a escuridão do passado.

Ainda assim sorrisos brotam em bocas em mar bravio
procurando onde aportar e dar o seu prazer e amor.
Não enxergam o mar que lhes cerca.

Olhos se fecham assustados com um novo olhar
E do desconhecido em estradas recém abertas.

Sem saber se perdem entre o medo e a solidão,
Assustam-se com abraços e cuidados.

Sente-se sufocadas como água represada.

Acreditam na escuridão com uma pequena lamparina elétrica
Desconhecendo a luz da manhã escondida no tempo.

As gotas continuam caindo de olhares que buscam,
Pensam serem gaivotas ou águias sobrevoando o mar,
Sentem-se livres como fagulhas sob a lua cheia
Encantadas como mãos que se entregam ao amor.

Olhares ainda buscam a escuridão,
Nem imaginam a luz que desabrocha,
Um novo tempo que ainda será flores,
Com sorrisos de borboletas e o canto do vento se entregando ao luar.

Ainda haverá entrega sem medo do amanhã.
Ainda existirá tempo de aprender a plantar roseiras.

quinta-feira, maio 19, 2011

Navegação




Vem e me traga,
como uma golfada de vento salgado em meio ao mar...

depois me joga
na praia,
sem terra nem água,

apenas deixando mais forte
meu desejo de navegar...