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domingo, outubro 25, 2009

Trovões brilharam sonhos
























Luzes se foram
o olhar esperançoso ficou
com o caminho ensinado
como espalhar sementes

Lenin e Mayakovisky
marcaram o tempo
conquistas e sangue
poesia e vida

Uma escuridão de cores
entardece sonhos
ilusão cósmica moderna

Passaram-se 92 anos
trovões brilharam sonhos
vibraram mais fé na esperança e na vida

A resistência do tempo
anima o vermelho sangue
que corre no espírito
das estrelas que insistem
em semear brilho e conquistas

Luzes sempre chegam
cantam flores e espinhos
iluminam passos e alvos
no centro do planeta homem

terça-feira, agosto 25, 2009

TeFé



Uma sereia

e um boto se encontraram

e nada falaram.

O rio se escondia,

entregando-se para a noite

que chegava.


Cada qual seguiu seu rumo.


O tempo,
quente e parado,
como uma noiva,
tudo observava.


Tanto sangue e dores
Lavados naquelas águas
Cheia de vida.


Um encontro do tempo e do vento,
Cantando o riso da floresta,
Ainda virgem,
Cheia de prazer,
Dado e vivido,
em gotas de suor encarnado.


Corpos,
Copos,
Fome,
Saciar.


Saciar um novo tempo,
Mirando o verde do olhar
Ainda procurando a sereia
Na beira d’água.


Buscando o encanto,
Buscando o vento,
Buscando o desconhecido,
Ainda ontem perdido,
Nas curvas do quadrado
Desencontrado.


O vento é folha seca,
Flutuando no espaço
olhando às águas
quentes dos sonhos.


Sereia quem és tu,
Que, como o boto,
Continua boiando ao entardecer
Como se a manhã
Fosse um feitiço
Descoberto em terras desconhecidas?

terça-feira, agosto 18, 2009

Balanço o mar

Venho e canto

Balanço o mar

Um tempo vem e vai

Um tempo que não existe


Venho e canto

Balanço o mar

Um tempo que virá

Um tempo que nascerá


Venho e canto

Canto

Canto

Um tempo que virá

Venho e canto

O tempo que nascerá.

domingo, agosto 02, 2009

Fada da Imaginação



























Um medo da vida


Semente assustada com a terra


Flor fugindo do sol


Gota de orvalho querendo tempestade


Encantada com a dor


Espanta sonhos e beijos


Para longe de seus olhos





Cada manha um pouquinho do fim


Que nunca começa nem chega


Em camas desesperadas por ouro em pó


De tanto sentir dor da solidão


Acredita ser fada do prazer





Não tem vassoura nem voa


Deusa da imaginação em corpo de colibri


Encanta passos em sua direção


Perdida por medo de amar





A lua inveja sua beleza


Olhos se fecham sem espelhos


Encantadora sem crer no amor


Desesperada na escuridão


Deixando mãos escaparem


Por medo de viver.

terça-feira, julho 28, 2009

Relâmpagos almados


























Relâmpagos almados
Devastando corpos e sonhos
Arrasando o tempo
Que desabrocha mais flores,
Espalhando mais sementes e
Iluminando a caminhada.

Sorrisos acarinhados
Deixa os corpos mais leves
Nuvens transformam-se em perfume
Com cheiro de éter e amor
Descobrindo um novo sonho
Que se realiza cheio de vida.

Caminhar a vida com direção
Seguir o brilho das flores
A força das sementes
A resistência do amor
A crença na ação humana
(humanos tentam fazer-me descrer, não conseguirão)
Semear o sorriso verdadeiro
Cantar o abraço prolongado

Um relâmpago almado
Levou-se ao espaço
Deixando-me com os pés
Mais firmes na caminhada
Entre quadras e flores
Buscando me seguir.

domingo, julho 19, 2009

Sangue e solidão


Cada gota de suor
quer terra
semear
e brotar
sonhos reais.
Cada brilho
no olhar
quer um beijo
prolongado como o desejo de viver
cantando a vida.
Sigo sobre pedras
e espinhos
esperando
quem não me vê.
Sigo as marcas
das gotas
de meu sangue
deixadas no tempo
e na solidão.

quarta-feira, julho 15, 2009

Solidão


segunda-feira, julho 13, 2009

Olhar iluminado

Sem canto nem dono
senta em estreals
cavalga em astros
percorre universos
vai pelo cosmo
arrebatando cometas.
Sem tempo nem corpo
átomos na escuridão
almas se iluminam
encantadas por sonhos.
Sem choros alegra galáxias
desbrava vias lácteas
encanta espíritos e distâncias
pupilas brilham encantadas
disperssas no planeta
querendo ser encontradas.
Sem canto nem dono
percorre astros
em caminhos estelares
fitando mares e terras
seguindo ao infinito...

quinta-feira, julho 09, 2009

Inverno quente















Um som forte adentra a alma
Direcionando-a intensamente ao desconhecido
Mais de uma vez conhecido no passado
Passos caminham como soubessem aonde chegar
Firmes e certeiros ao alvo
Daquilo que não se sabe onde levará

Uivos ecoam no corpo
Fazendo-o tremer intensamente
Êxtase e desejos apoderam-se do rumo
Em direção ao brilho de flores perfumadas
Que engolem e fazem gemer
Como um canto de lua cheia.

Deixa surdo pelo brilho que vê
Cego de tanto falar desejos
Mudo por ouvir os sons d’alma
Luando segue a direção
Crê no que olha, ouve e sente.

Tudo cresce como ondas em alto mar
Vem ao encalço adentrar o olhar
Tomando conta dos ouvidos
Alimentando o corpo em manhãs assustadas
E quentes do inverno florido pelos Ipês.

domingo, junho 28, 2009

Flutuar em teu corpo
















Pele ressecada jogada ao solo
Espera a chuva
Espalha-se de desejos por germinar
Mistura-se aos grãos e folhas caídas
Luando-se espera ser vida
Ser sonho e brilho
Flutuar nos olhares que não respondem
Cair em braços que não se abrem
Molhar-se em línguas de bocas fechadas
Movimentos nas ruas e nos céus
Gritos e sussurros de êxtase
Pele ressecada quer chuva
Ser semente se encontrando com a terra
Brotando rosas e amores perfeito.

sábado, junho 20, 2009

Quadrilha na Praça dos 3 poderes

Aline



















Ipês estão florindo,
a noite é mais fria,
o olhar vai longe...
Busca tempestade,
flores...

Sementes desabrocham solidão,
brotam mundos em luzes,
em estrelas passantes
entre quadras assustadas
e desencontradas de concreto...

Flores caem,
passos vão em sua direção,
querem calor,
encanto e magia
de carne e olhar brilhante...

Da janela as flores
continuam olhando o vento passar,
ouvem Aline, de Los Hermanos,
e dançam a música do tempo...

quarta-feira, junho 10, 2009

Quem...

















Ontem me perguntei:
- Quem sou?

Hoje, respondi:
-Quem és tu para me perguntares isto?

domingo, junho 07, 2009

Passos a seguir



















(à mulher que não conheço)


Não tenho medo da lua cheia,
nem da busca dos algozes por capital,
continuo contando estrelas,
que pipocam em cada esquina ou quadra,
mesmo que não me vejam...

Flores me iluminam,
com suas dores e encantos,
cantantes solitárias como meus passos...
ainda sonho em te encontrar...
você é real,
calor, abraços apertados e beijos, longos...

Não tenho medo da calúnia,
dos que semeiam a mentira
usando o nome de seus deuses,
acreditando tão somente em 30 moedas....

Minha alma dança a música da vida,
é humana e está só,
crê na ventania de beijos apaixonados,
multidões conquistando sonhos.....

Queria você ao meu lado
dançando essa bela música,
entre estálos de estrelas se encontrando
e firmeza nos passos a seguir...

segunda-feira, maio 18, 2009

“Valsa com Bashir”













O filme “Valsa com Bashir” relembra o massacre praticado por milícias cristãs, com o apoio do Exercito de Israel, quando este país ocupava o Líbano,em 1982, nos acampamentos de Sabra e Chatila, na periferia de Beirute. A obra, através do desenho animado, mostra personagens atormentados pelo passado na juventude, quando matavam sem culpa e sem entender bem o que acontecia. Cumpriam as ordens dos comandantes, entre os quais Ariel Sharon, ainda na atualidade um homem poderoso e chefe de crimes contra os palestinos.

Dirigido pelo israelense Ari Folman, que durante o período contado servia o exército israelense, a obra tem a sensibilidade de quem acredita que a arte transforma, mesmo mostrando a morte, imposta com a covardia de um exército poderoso contra refugiados indefesos. É uma verdadeira auto-crítica pelo que ele mesmo vivenciou em sua juventude. Conta a história e a versão dos que praticaram o massacre.

Uma animação que mostra a crise de homens que praticaram a morte de milhares de palestinos, a maioria composta de idosos, mulheres e crianças. Vincula a história dos massacres cometidos pelos israelenses contra os palestinos aos campos de concentração nazista. Com desenhos fortes, bem traçados e, no final, imagens assustadoras, essas reais, em que mulheres desesperadas choram a dor da perda de seus familiares. Um filme que deve ser visto por todos que acreditam na importância de defender a vida, além de ser inovador, criativo e muito ousado.

sábado, maio 09, 2009

sexta-feira, maio 01, 2009

Fora Gilmar Mendes!!!

domingo, abril 26, 2009

Breu e luz




















O breu da vida será a morte
ou a morte será a luz da vida?

Cada um por si,
como fossem átomos,
semeando medos e inseguranças.

Olhares perdidos
tentam descobrir caminhos ou
veredas em mentes entediadas
nas tardes do domingo.
Nem a missa ou o Faustão animam sonhos,
ampliam o vácuo e a distância
nos passos que não se encontram.

Flores desabrocham
enquanto almas viram vil metais nas madrugadas
em esquinas e avenidas imundas
cheias de propagandas, cores e luzes.

Uma escuridão alimenta os passos
de caminhantes errantes
entre a desilusão e sonhos
de ganhar na loteria.

Quem quer semear esperança
e colher flores?

Quem quer um olhar sorridente
na manhã ensolarada de quarta-feira?

Acender a luz vermelha,
os passos mais velozes ficam
em busca dos gozos pós-moderno.

Quem brilha o tempo mais
que a morte do velho?

domingo, abril 19, 2009

Voar para a vida


















Seguir rumo ao pouso,
Buscar o caminho,
O jardim e a flor.
Em terras desconhecidas
Caminhantes se cruzam
Em olhares desencontrados.
Ilhas errantes seguindo seus passos.
Nada sabem uns dos outros,
Respiram o mesmo aroma
Sem perceber que vivem do mesmo pulmão.
Pensam ser fortes
E são folhas usadas, dobradas
E guardadas em gavetas da história.
Imaginam andar sobre o mar,
Alimentando-se de sonhos.
Uns seguem com passos firmes
Sentem espinhos em seu caminhar
E transformam pedras em alimentos
Despejando sangue em seus corações.
Assim conseguem forças,
Enfrentando suas feridas e dores
Transformadas em conquistas.
Escuridão em brilho de breu na floresta.
O tempo sempre traz novos olhares,
Cantos tristes se tornam tempestades,
Olhares perdidos atravessam oceanos,
Almas certeiras saem para o vento buscar.
Voam mais e mais um novo tempo.

quinta-feira, abril 02, 2009

Seguirei meu voo










Um olhar me conquistou,
era virtual,
desejei vê-lo real
sorrir com seu brilho
cantar com sua luz
ser feliz com seu perfume
sonhar com seus passos
baixar âncora em porto firme
para voar no horizonte
esse olhar nem me viu
cantou todas as flores
iluminou todos os caminhos
nem me viu
tentando encontrar seu canto de olhar
que belo voar
seguirei minhas asas...