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sexta-feira, abril 22, 2011

"Não estou lá"

sábado, abril 16, 2011

Flores avulsas



O calor de seus sonhos.
Cantar teus passos,
menina mulher descrente
crente na boa semente.

Um canto de solidão no olhar
avulsa na noite desencontrada.
Resplandecer o teu brilho
no encontro ao entardecer.
Teu toque em meus cabelos
teu choro de conquista
teu cheiro de amor.

Teu calor na noite,
seguir ao desconhecido
onde as flores tudo observam
caladas e belas.

segunda-feira, abril 11, 2011

Dossiê comprova aumento da repressão a ativistas no Brasil

6 de abril de 2011 -
De Processo de Articulação e Diálogo


O relatório lançado nesta quarta-feira (06-04) apresenta casos graves de violação de direitos e confirma o aumento da violência a organizações da sociedade civil e movimentos sociais. O documento está sendo divulgado simultaneamente no Brasil e na Europa.

Para chamar a atenção sobre os casos descritos no dossiê intitulado “A repressão aos defensores de direitos humanos e movimentos sociais no Brasil” (clique aqui para ler), diversas atividades ocorreram, nesta semana, em Brasília e na Noruega e Alemanha.

O documento será entregue à ministra de Direitos Humanos Maria do Rosário, na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal (anexo 2, Plenário 9), às 15 horas, nesta quarta-feira. A delegação que está denunciando os abusos é formada por lideranças camponesas, indígenas, sem-terra e atingidos por barragens que pertencem a entidades que compõem o PAD.

Na quarta-feira a delegação terá audiência no Conselho Nacional de Justiça, com a ministra Eliana Calmon, às 18:30 hs. Na quinta e na sexta-feira o grupo entrega o dossiê nas embaixadas da Finlândia, Noruega, Alemanha e Suíça. Alguns desses países são sedes de empresas denunciadas no relatório.

Na Europa, outra delegação popular continua denunciando em parlamentos, organizações humanitárias e religiosas mundiais os casos relatados no dossiê. Na próxima semana, o grupo entregará o documento com as denúncias no Escritório do Alto Comissariado para os Direitos Humanos da ONU, na Suíça, além de buscar apoio do Conselho Mundial de Igrejas (CMI) e da ACT, aliança de mais de 100 igrejas no mundo, entre outras.

Casos

O dossiê apresenta alguns casos graves de violação de direitos e indica vários mecanismos que o Estado brasileiro cria para criminalizar organizações populares, em favorecimento de interesses quase sempre privados.

O relatório revela que opositores à construção da hidrelétrica de Belo Monte enfrentam ameaças e acusações há mais de duas décadas e que alguns sucumbiram diante da violência e abusos. Mostra ainda que pelo menos um milhão de pessoas sofre por causa da construção de barragens, sem compensação real pelas perdas. Além de prisões e processos, quando exigem seus direitos, podem ser multados em até 20 mil reais por dia.

O dossiê destaca que dezenas de camponesas sofrem ainda por causa de uma manifestação contra o avanço do deserto verde e pela soberania alimentar no sul do país. Quarenta pessoas foram indiciadas, depois da invasão de suas organizações e de prisões arbitrárias, incluindo crianças.

Os problemas gerados porque o Brasil é o segundo país do mundo na concentração de terras não são poucos. Grampos telefônicos, apreensão ilegal de documentos, infiltração visando incriminar militantes do MST resultaram em 200 processos judiciais. Até a Lei de Segurança Nacional (LSN) com penas máximas de 30 anos de reclusão, ameaçam esses militantes e milhares foram “fichados” como criminosos.

A violência aos povos indígenas e especialmente aos Guarani-Kaiowá, sem terras demarcadas no Mato Grosso do Sul, é um dos destaques do dossiê do PAD. Nos últimos cinco anos mais de 200 indígenas foram assassinados nesse Estado; mais de 150 se suicidaram e mais de 100 crianças morreram de subnutrição.

quarta-feira, março 23, 2011

ENCANTO



O papel cartão da caixa de cigarro
recebe a dança
da caneta
em uma mesa de bar.

Encontro, entrega e tesão.

A energia do tempo
em tua direção.

Nem espanto nem mal,
um véu se abrindo ao amanhecer.

Sorrir da dor,
ela irá sem volta,
nem os famintos,
nem os sem abraço,
não mais sentirão sua falta.

Semear mais flores,
adubar sonhos,
cantar estrelas
em cada passo.

Crê na terra,
grávida a brotar tudo
que se encanta.

sexta-feira, março 04, 2011

Curtição






Ação do coração
curtir o beijo
curtir o vento de teu hálito
sentir teu cheiro
entregar o corpo
tocar estrelas a cada espasmo de prazer
ser luz e entrega
seguir a noite em tua direção
seguir o vento
curtição é tempo novo
é medo de dizer amor
é susto com a entrega
é temporal
é chuva de verão
curtição do coração
os beijos estalam
os abraços se entregam
sonhos são produzidos
planos de vida
curtição é semente
é terra se abrindo
é vida brotando no tempo

sábado, fevereiro 19, 2011

Meu amor





Fogo penetrando o vento,
Fazendo-o luz, pura com cheiro rosa. Vermelha.
Apimentada com gosto de descoberta da vida.
Tempo de mar te chamando a nadar,
Um tempo novo legítimo,
Direito adquirido.

Luz e terra germinando flores.

Sorrir dos passos entregues,
Brotando Néros inesperados.

Manhãs em entardecer fotografando a árvore e o fusca.

Um raio do tempo,
Provocando cantos de Janis me embriagando.
Fogo nas entranhas do universo,
Verso entregue em cada beijo.
Fogo no vento.

(Foto = AG)

terça-feira, fevereiro 15, 2011

Seguindo a mesma direção!!



Alma iluminada encantando a vida,
Carne pulsante fervilhando o sangue,
O Coração e fortalecendo sonhos.

Entrega total seguindo a caminhada.

Almas seguindo a mesma direção
Acreditar na vida que se busca
Unindo olhares e construindo sonhos.

Espalhar sementes boas floridas
Uma caminhada de fé nas luzes que resplandecem
Rompendo a escuridão e o medo
Pelo tempo que desabrocha cheio de encanto.

As dores são alavancas do porvir
Fortalecendo a alma e a vida
Seguindo o olhar com direção clara e certa.

Dar o sangue, o coração e os sonhos
Seguir as crenças e descobertas
Aprender a ser parceiro da luz
Seguir ao teu lado....

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

Praticar




Cada palavra um gesto
Um passo em tua direção
Ser vida ser luz
Ser esperança de um mundo melhor
Ser semente boa espalhando fé na vida
Cada beijo uma lição
Um sonho real
Brilha a manhã ensolarada
Aprende-se a caminhar devagar
Medos se tornam portas abertas
Encontro e conquista de jardins
Brilha o novo cheio de encanto e calor
Um gesto desabrocha no olhar
Seguir os passos
Seguir o rumo
Um novo tempo
Legítimo e necessário de paz
O nosso tempo apenas desponta
O universo é o destino
Gestos e atos sustentam a caminhada.

Diamantes azuis



Uma luz intensa domina meus sonhos
brilham rochas de diamante azuis
um gosto de sapoti toma conta de meu desejo
quer intensamente voar ao teu lado
sobrovoar astros como águias
esquentar o sol
extasiar-se por amor
entregue a teu corpo de seda
que me envolve em teu hálito de deusa
O fogo alimenta meus passos
quer incendiar mais a vida
em toda a sua plenitude e alegria
quer teu gosto em minha boca
Um limiar do fim da descrença na raça
um encontro à fé de ser rocha e vento.

sábado, janeiro 22, 2011

Voo



19/4/2009 - DF

Voar para a vida
Seguir rumo ao pouso
Buscar o caminho,
O jardim e a flor.

Em terras desconhecidas
Caminhantes se cruzam
Em olhares desencontrados.

Ilhas seguindo suas prioridades.

Pouco sabe uns dos outros,
Respiram o mesmo aroma
Sem perceber que vivem do mesmo pulmão.

Pensam ser fortes
E são folhas usadas, dobradas
E guardadas em gavetas da história.

Imaginam andar sobre o mar,
Alimentando-se de sonhos.

Os passos são firmes
Sentem espinhos em seu caminhar
Transformam pedras em alimentos
Despejando sangue em seus corações.

Conseguem forças e asas,
Ser Prometeu ou Kalo,
Enfrentando feridas e dores
Transformadas em conquistas.

Brilho na escuridão da floresta.

O tempo sempre traz novos olhares,
Cantos tristes se tornam tempestades,
Olhares perdidos atravessam oceanos,
Almas certeiras saem para o vento buscar.

domingo, janeiro 16, 2011

Carta Simples



AG

Meus fios de cabelo
Absolutamente dourados
Voando pela casa toda livremente.
Dourado de sol, de química, te tempo, de desejo...
E de pura vaidade feminina...
E a casa?
A casa sua que me abrigou
Tão confortavelmente como a minha própria.
Um pedaço de mim tão revolucionário
Que ficou por aqui
E cada vez que eu parto
Sinto a dor de uma imensa saudade...
Que se transforma em alegria e fome de viver
Toda vez que eu volto
E encontro você
Com as luzes acesas.

terça-feira, janeiro 11, 2011

Curado pelo vento




Acurar o sonho na manhã
Respirar beijos que curam
Afinando a direção dos passos
Sem laços nem medos seguir

Acurar o tempo do vento perfumado

Cantigas animam as luzes
Cristais tilintam chamando colibris
Flores se retesam em busca de terra
Fértil e segura

Acurar o passo no tempo

Acurar a cura da vida
Inteiro como o universo se entregar
Ser a sensação da alegria
Das dores e das descobertas

Acurado sigo a ventania perfumada
Deixada pela alma de águias petrificadas

Sigo o vento cantando

sábado, janeiro 01, 2011

Voo noturno



Ouro puro em pó
Vindo dos céus
Sem véus nem deuses
Somente o seu brilho resplandece

Tantas incertezas inspiram flores
Levadas em fumos de hálitos quentes
Ávidos por calor
Dissipando passos iniciados
Vítimas de maledicência e erros

Ouro no olhar resplandece
Uma águia buscando presa
Em seus voos noturnos
Explodindo corações
Ainda férteis

Dores o tornam rocha
Descrer do tempo que não veio
Passos sobre ondas continuar...

sábado, dezembro 18, 2010

Encantamento espacial



Uma ave sobrevoa os céus de minha alma,
deleita sonhos por segurança em alto mar,
compõe ilhas no espaço sideral,
flores desabrochando em terras suspensas
que pulsam a força do magma de meu ser.

Pássaros revoam em bandos na busca por ninhos
ao entardecer chuvoso sobre árvores e edifícios,
com avenidas entupidas de desesperados.

É uma ave livre que canta o vento,
inspira seu perfume em minhas narinas que o sentem,
ao acalentar todos os sonhos do percurso,
sejam em Praga ou Algodoal onde o fogo arderá.

Inspira a vida do mar embalando desejos,
saborear beijos ardentes em São Paulo
e em águas geladas das cachoeiras na floresta.

Sem medo da liberdade de seu canto
os passos flutuam sobre nuvens
desejosos por voar em seus braços,
onde cada corpo seja uma asa alçando vôo.

O encantamento de teu olhar é rocha
transformando o tempo em semente
ardente por terra para germinar
mãos dadas em manhãs de domingo.

segunda-feira, dezembro 13, 2010

beijos perdidos



Grita um olhar em busca
Errante entre flores e mares

Crê ser vento

Nem se sente rocha
violentada de amor e dor

Fecha os passos apressados
Em pleno vôo
Rasante que se ergue aos céus

Grita em busca do tempo
Que nasce em beijos perdidos
Salgados por tuas lágrimas

quarta-feira, novembro 17, 2010

Um tempo que ainda não nasceu




Flutuar em sonhos iluminados e brilhantes,
alicerçados em passos do tempo
encantado e cantado nas avenidas da história,
contada e conquistada
em abraços e braços enlaçados.

Sem ilusão,
cantar a solidão do mercado,
suicida dos sonhos e dos ventos.

Propagar os cantos ensinados
por lábios vermelhos,
em vozes brancas, negras e amarelas,
espalhadas por mares
de cores, olhares e luzes.

Acender a vereda do tempo
que insiste em brotar
de sonhos de memórias que persistem.

Insistem em voar pelos continentes,
encantar ouvidos,
brilhar olhares,
tornando-se rochedos
em multidões que resistem.

Flutuar em um tempo que ainda não nasceu.

sexta-feira, novembro 12, 2010

vem ventania




Chuva, ventania e frio....
esse tempo precisa de calor, abraço e encanto...
venta ventania, vem cantar o amanhã...
canta a força do tempo...
canta a beleza das flores e das sementes...
chuva, ventania e frio...
venta ventania, vem cantar a manhã...
vem trazer o amanhã....

quarta-feira, novembro 10, 2010

sábado, outubro 23, 2010

CÍRCULOS




de Flori Jácamo

Faz tempo que devíamos
ter aberto a porta:
ao homem e a mulher,
ao velho e a criança,
ao outro e a outra,
ao diferente e ao exato.

Para que deixassem de morder o fruto
entre as sombras
e encontrassem suas respostas.

Faz tempo que o humano,
devia ter cruzado
os vértices e as equações;
para acrescentar a poética
das artes
e dos mistérios.
Com pele,
com agudeza,
olhando para o firmamento
e para a Terra.

Faz tempo que devíamos
reunir-nos em tribos,
em comunidades,
em Círculos.
Para não perdermos
nem eu a ti, nem tu a mim,
para florescer,
para criar e continuar o caminho
entrelaçando os mundos.

( oferenda a seu trabalho )

terça-feira, outubro 19, 2010

Desbotado




Não sou amigo do rei,
Nem do sol,
Nem da lua.
O vento me provoca,
Canta a dor das gaivotas desgarradas,
Perdidas na floresta,
Entre almas e moedas.
Olhares assustam-se enquanto ouvidos cantam Janis,
Com medo da calmaria da morte
De desejos e sonhos ainda por descobrir.
O planalto é disputado entre gritos,
Sem descobertas nem encantos,
Nem encontros, somente poeira.
Não desejo ser amigo do rei nem da rainha,
Quero uma borboleta sobrevoando os campos de arroz.
Não fiquei no Guaíba,
Nem no Purus,
Nem no Guamá,
Pensei que o mar me chamava.
Foi ilusão do canto de sereias,
Que ousaram lavar a cor do tempo,
Deixando-o desbotado com a cor da morte.
A escuridão desabrocha em manhãs.
Onde anda o brilho das flores?