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quarta-feira, fevereiro 15, 2012

Armadilha



Um olhar sorridente se desmancha em lágrimas,
nem vê a lua chegar cantando a manhã,
seus ouvidos nada ouvem,
seus olhos estão tentando falar e não cantam.

Um abraço se choca com o vento,
transforma-se em asas soltas sobre o mar e rochedos floridos,
sonhando com o calor dos beijos inexistentes,
que tem gosto de vinho azedo
pelo tempo trancado na escuridão.

Rajadas orgásticas inspiram segurança
sobre a tempestade das rosas
espalhadas no olhar que não sente a voz do trovão
armando a cova da desesperança.

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