
Certos momentos bate um desalento,
apesar da chuva que fertiliza os sonhos,
vem um barulho do tempo fazer acordar
perceber que as certezas são poeiras cósmicas,
sem a juventude desconhecida e crente em seu olhar,
com a neblina encobrindo a visão que desperta a dor,
uma dor sem sangue, que virou luzes nas avenidas,
pessoas tomando coca-cola e gastando o que não tem,
vem a brisa da embriaguez do tempo que ainda não chegou,
um tempo sem vida,
apesar de tantas luzes
onde a flores despejarão suas sementes coloridas
sobre o mar da tempestade que tarda,
e sem encanto se esconde em olhares ao entardecer,
onde andará o amanhã sonhado ontem,
onde estará o abraço sentido,
as mãos dados com os punhos levantados,
que se encantaram com os cantos virtuais,
sem saber que o ar é pedra,
pesado e se apodera de meu ser,
que se arrasta em uma direção,
que apesar de nova na história,
ainda rola sobre os sonhos em pesadelos.
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