
Cada olhar mira a alvorada,
Ambiciona arrebatar o vento ensolarado,
Difundir o canto dos pássaros apaixonados,
Sem temor se não deteriorar as palavras,
Nem assombrar o tempo.
Será que ainda saberemos aliciar o amor,
Ou semear girassóis?
Quem sabe nada aprenderemos,
Nem consideraremos as dores e martírios alheios.
Jamais dançaremos ao anoitecer.
O clamor será silencioso,
Nada refletirá,
Nem destroçará a solidão.
As palavras esmagadas,
Tentaram germinar e não crescerão,
As páginas permanecerão em branco,
Manchadas por café.
A opacidade do som ensurdecerá os semblantes,
Que contemplaram o lado
E tentarão dissimular abraçando o horizonte,
Com rochedos ecoando para o alto.
Não sabemos a direção,
Não importam os sulcos da história
Alagados em sangue e lágrimas,
Movidos pelo impulsos fluímos
Ladeados com a obscuridade.
Os motins dos sonhos se fecham,
Levantam fortalezas em cabos cibernéticos,
Reproduzidos em telas na palma da mão,
Que vibra buscando flores,
Sem saber cultivar o coração.
Uma vermelhidão apodera-se da íris,
Marcas cartelizadas ajuízam fantasias,
Cobiçadas por uma sede sem fim.
© Pedro César Batista – 2013
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